Por um triz..

14 de abr de 2013






Marina Munari - make by Carol Viana





Uma sensação peculiar a atinge. Aquela do: "Ufa! Foi por um triz" ... 

Ela vê um furo no convés, balança a cabeça de um lado pro outro, querendo acreditar que é só uma poça.. pega um pano e tenta enxugar até que percebe que está com a água pelos tornozelos. Um sentimento de nobreza heroica descabido começa a invadir o coração e a vontade de remendar o furo é grande. 

Num lampejo, levada por um instinto básico e primitivo de sobrevivência, um choque de lucidez, pula, abandona o barco.

Nada muito, cansa os braços, engole um pouco de água, perde o fôlego algumas vezes, mas esse esforço, esse sim vale a pena.

Olha pra trás, o barco já afundou pela metade. Pode ser que ainda demore pra afundar ou que alguém consiga tapar o buraco, não importa... ela não está mais lá.

O corpo dói pelo esforço de chegar em terra firme. Mas ela só consegue pensar: "Ufa! Foi por um triz..."

Dia do Fotógrafo

8 de jan de 2013








Quando fotografo, te empresto meu olho.
Aquilo que lhe mostro estático, parado, é a minha forma de enxergar o mundo. 
É a cor que coloquei naquela rua, o ângulo que percebi daquele rosto, o momento que me paralisou naquele campo.

Quando fotografo, te empresto minha alma.
O que você vê é meu sentimento, minha perspectiva através das lentes, meu interior traduzido.
É a gargalhada que passou despercebida por outro, o enlaçar de mãos que ninguém percebeu, o desabrochar que ninguém viu.

Quando fotografo, te dou um fôlego.
Te faço parar o relógio, ver de outra forma, prestar atenção nos detalhes. Aqueles mesmos detalhes que estão ali o tempo todo, mas só são percebidos quando congelados.

Quando fotografo, eternizo. Guardo pra você aquele momento que não volta mais. Quando fotografo, te dou um presente ... em cores e preto e branco, pra sempre!

Torno eterno aquilo que é efêmero.

FELIZ DIA DO FOTÓGRAFO!

"Sing is not what I do, is WHO I AM!"

27 de set de 2012





Foto: Guilherme Bordini



Cantar... é mover o dom, é sentir, é chorar com a voz, às vezes sorrir...
 É saber que seu instrumento é seu corpo.
 Cantar é arte, cantar é VIDA, cantar é transcendente, cantar é SER.
 Cantar é música, é raiva, é amor, é agressivo, é suave,é paixão, é sossego, é triste, é alegre, é arrepiante, é dançante, é  espiritual e é físico.
Cantar não é o que eu faço e sim, quem eu sou.







Dedicatória

15 de set de 2012

Imagem: Fabíola Medeiros

Hoje li um texto daqueles que me fariam apertar os olhos pra deixar escorrer uma lágrima teimosa.

Li palavras que deixariam meu peito apertado e sufocado como uma quase tosse que não consegue sair.

Daqueles que causam lembranças, que por sua vez, fazem a cabeça cair pro ombro e apertar o travesseiro contra o peito em um suspiro que mais parece um esgar de dor.

Nada daquilo é mentira ou deixou de acontecer. Um sorriso no canto da boca, um suspiro resignado me faz lembrar que está ali, sempre esteve, ainda está e vai estar... mas não faz mais o menor sentido.

Bati a poeira do sofá, travesseiro enxuto, corro os olhos novamente por aquelas palavras que já me arrancaram soluços e só consigo sorrir.

Sorri porque sempre parava ali, na metade do texto, no clímax, onde tudo é intenso demais, dolorido demais, vivo demais. Parava ali, onde meu sentimento estacionava.

E hoje, consegui ler até o final. Chegar no final também no sentimento, sair do clímax e ir pro desfecho. Acompanhar a cadência das palavras não só com os olhos. 

Aquele final, hoje também é meu. 

Um texto que vou ler e reler ainda muitas vezes, com o sentimento completo do clímax ao fim.

Com um sorriso nos lábios por estar tudo ali fazendo parte do que vivi, mas que não faz... Ah! Não faz mais o menor sentido!

(Dedicado a Stella Florence por: Carta de Desamor do livro "Os Indecentes")





Prazer e luz... que reluz...

5 de set de 2012

*não esquece que tem trilha sonora lá no final do post*


Reflete... brilha... ilumina.

Vem de dentro e nos faz ler imagens ao invés de letras e frases cuidadosamente compostas.
Nós somos em cada momento da vida, aquilo que nasce dentro de nós e salta aos olhos.

Cada fase tem sua beleza e transborda da forma que a gente deixa, sai do jeito que a gente canta, vem do jeito que a gente pinta.
Meu modo de transbordar é na voz, no riscado, na música e nos grafismos que saem no papel e em rostos.

Ela anda mais iluminada, transbordando um universo de cores ENSOLARADAS, que marca uma beleza que é quase como ela... SOLAR, RADIANTE, EFUSIVA, VIVA, VIBRANTE.

ELA é  minha parceira e eterno ícone de fotografia em Ribeirão Preto: Fabíola Medeiros

A poesia  BUCÓLICA  das imagens que vem sendo captadas nessa fase SOL chega a arrepiar os sentidos, tal qual música bem entoada. De encher os olhos e constatar que tudo que é estupendo de bom, pode sim, melhorar.

De me meter a poetisa de prosa eu entendo... e adoro sair por aí lendo sons e imagens e tudo aquilo que vibra no mesmo compasso das minhas pregas vocais... Faz o seguinte? 

VEM COMIGO... ??? 


Estar perto e ver a mágica acontecer e tão ou mais gratificante do que fazer parte desse processo... 

Fotos: Fabíola Medeiros / Produção de Moda e Make-UP : Carol Viana




                                                                 Aline Figlioli  






                                                                Thalia Tomaz








                                                                      Poliana Rosa







Trilha sonora de Luz

Mágica ( Sobre reticências... )

16 de jul de 2012









Tal e qual um passe de mágica, esse véu fino e transparente que ilude os olhos bem intencionados...

Os mesmos olhos que sagazes perscrutam a verdade em cada passo e gesto...

Os mesmos olhos atentos a todo e qualquer movimento em volta...

Se embriagam pela névoa...

Se deixam levar pelo doce amargo, inebriante e torpe suspiro...

Tal e qual magia negra disfarçada de encantamento...

Emburrece os sentidos, camufla fatos e solfeja melodias dissonantes...

Tal e qual efeito de droga pesada...

Alucinógena... maligna...

Que continue.. que continue.. que não demore.. que não demore... que já não aguento mais minhas próprias reticências...




SambaJazz

12 de jul de 2012


Não sai da minha cabeça...





"Eu era samba e você jazz
A melodia era assim
Tampouco eu sabia cantar
Você me esnobava com encanto
Tinha as escalas no lugar
Tampouco eu sabia...


Pois eu já não me importo com as palavras
Suas gírias, suas farsas
Pra depois me ignorar
Fazendo gestos são só cacos, improvisos na sua vida
Entre encontros e despedidas
Que nem Milton há de explicar...


Eu era água e você mar
Em harmonia era assim
Portão e luva, céu e ar
Pequenas frases, contos estranhos
Contava suas histórias, desencontros
Tampouco eu sabia...


Pois eu já não me importo com as palavras
Suas gírias, suas farsas
Pra depois me ignorar
Fazendo gestos são só cacos, improvisos na sua vida
Entre encontros e despedidas
Que nem Milton há de explicar... "




Letra de: SambaJazz - João Naccarato








Link para baixar essa e outras músicas do Cd Café com Paçoca - João Naccarato









 

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