Ah, me deixa aqui, vai...
Me deixa aqui na minha ilusão, se é assim que chamas...
Se está aqui dentro, é onde quero ficar...
Ah, o que está por dentro é tão mais real ...
Aqui dentro o que eu enxergo ninguém mais vê.
Não me negue a beleza que só consigo enxergar daqui.
Ah, me deixa aqui, vai...
Não quero sair.
Aqui dentro consigo ouvir o suspiro que ninguém mais ouve...
É aqui também que está o sorriso que ninguém mais vê...
A palavra que escuto com os olhos...
O toque que não tem medo da pele...
A mão que não tem garras...
O abraço que não tem medo de ser...
Ah, me deixa aqui, vai...
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Me deixa aqui...
31 de mar. de 2012
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Entender... é preciso?
3 de out. de 2011
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| Imagem Google |
Entender de anatomia, é preciso?
Decorar a geografia, sentir os relevos
Na ciência do tato suavizar teus pelos
Degustar o agridoce em paladar refinado.
Entender de poesia, é preciso?
Sussurrar atos desconexos
Cometer pecados linguísticos
Descabelar teus versos
Entender de boemia, é preciso?
Vagar ausente em cada sonho quente
Nas ladeiras íngremes do teu baixo ventre
Repousar aflita no calor latente.
Escrito em janeiro de 2011. Quando eu ainda queria entender...
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