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"Sing is not what I do, is WHO I AM!"

27 de set. de 2012





Foto: Guilherme Bordini



Cantar... é mover o dom, é sentir, é chorar com a voz, às vezes sorrir...
 É saber que seu instrumento é seu corpo.
 Cantar é arte, cantar é VIDA, cantar é transcendente, cantar é SER.
 Cantar é música, é raiva, é amor, é agressivo, é suave,é paixão, é sossego, é triste, é alegre, é arrepiante, é dançante, é  espiritual e é físico.
Cantar não é o que eu faço e sim, quem eu sou.







Dedicatória

15 de set. de 2012

Imagem: Fabíola Medeiros

Hoje li um texto daqueles que me fariam apertar os olhos pra deixar escorrer uma lágrima teimosa.

Li palavras que deixariam meu peito apertado e sufocado como uma quase tosse que não consegue sair.

Daqueles que causam lembranças, que por sua vez, fazem a cabeça cair pro ombro e apertar o travesseiro contra o peito em um suspiro que mais parece um esgar de dor.

Nada daquilo é mentira ou deixou de acontecer. Um sorriso no canto da boca, um suspiro resignado me faz lembrar que está ali, sempre esteve, ainda está e vai estar... mas não faz mais o menor sentido.

Bati a poeira do sofá, travesseiro enxuto, corro os olhos novamente por aquelas palavras que já me arrancaram soluços e só consigo sorrir.

Sorri porque sempre parava ali, na metade do texto, no clímax, onde tudo é intenso demais, dolorido demais, vivo demais. Parava ali, onde meu sentimento estacionava.

E hoje, consegui ler até o final. Chegar no final também no sentimento, sair do clímax e ir pro desfecho. Acompanhar a cadência das palavras não só com os olhos. 

Aquele final, hoje também é meu. 

Um texto que vou ler e reler ainda muitas vezes, com o sentimento completo do clímax ao fim.

Com um sorriso nos lábios por estar tudo ali fazendo parte do que vivi, mas que não faz... Ah! Não faz mais o menor sentido!

(Dedicado a Stella Florence por: Carta de Desamor do livro "Os Indecentes")





Mágica ( Sobre reticências... )

16 de jul. de 2012









Tal e qual um passe de mágica, esse véu fino e transparente que ilude os olhos bem intencionados...

Os mesmos olhos que sagazes perscrutam a verdade em cada passo e gesto...

Os mesmos olhos atentos a todo e qualquer movimento em volta...

Se embriagam pela névoa...

Se deixam levar pelo doce amargo, inebriante e torpe suspiro...

Tal e qual magia negra disfarçada de encantamento...

Emburrece os sentidos, camufla fatos e solfeja melodias dissonantes...

Tal e qual efeito de droga pesada...

Alucinógena... maligna...

Que continue.. que continue.. que não demore.. que não demore... que já não aguento mais minhas próprias reticências...




O que ganhei da lua...

5 de mai. de 2012

Fui pedir um conselho à lua... e o que ela me disse me fechou. 
Vai ficar aqui guardado, D. Lua me pediu.
Ela vem só de vez em quando, toda cheia, clara e forte. 
Vai embora, mas sei que volta.


E se volta, sei que cobra, o conselho que me deu
Guarda aí dentro do peito
Cala ao vento as respostas
Seu vermelho incomoda, tudo aquilo que não é teu.

Me deixa aqui...

31 de mar. de 2012

Ah, me deixa aqui, vai...
Me deixa aqui na minha ilusão, se é assim que chamas...
Se está aqui dentro, é onde quero ficar...

Ah, o que está por dentro é tão mais real ...
Aqui dentro o que eu enxergo ninguém mais vê.
Não me negue a beleza que só consigo enxergar daqui.

Ah, me deixa aqui, vai...
Não quero sair.
Aqui dentro consigo ouvir o suspiro que ninguém mais ouve...

É aqui também que está o sorriso que ninguém mais vê...
A palavra que escuto com os olhos...
O toque que não tem medo da pele...
A mão que não tem garras...
O abraço que não tem medo de ser...

Ah, me deixa aqui, vai...

Ah...

28 de mar. de 2012





Ah, é tanta desesperança, tanto palpite...
É tanto querer que é julgado por fora do peito de onde vem...
É tanta maledicência, tanta conclusão, tanta perspicácia e certeza definitiva...
que não sei mais nonde me cabe em minha própria vida!


É tanta receita, é tanto clichê...
É tanto "faça como fiz" e "porque comigo foi assim"...
É tanto esquecimento de que eu não sou você e você não é eu...


Ah... não é fácil pulsar em vermelho perto de tudo que é cinza...
Não é fácil cantar em preto e branco enquanto o mundo ao redor quer o arco-íris saindo pelas suas oitavas... 
É tanto querer cor sem abrir as tintas e molhar o pincel...

E eu ali, saudosa... reticente,
Sentada ao pé da escada que um poeta me colocou...

Tentando e querendo ainda ser boneca e atingir uma só alma...
Tentando e querendo guardar um pouco das explosões no peito trancado...
Conter os ímpetos que jorram carmesins, incessantes ...
Querendo o alento que minha voz concede a outros ouvidos...

Mas é tanta rima incerta ...
É tanta desesperança, tanto palpite...
... não sei mais nonde me cabe em minha própria vida!


 ( dedico a Johnny Johicerviclarik, que encontra música nas minhas reticências )

                         










Se...

8 de dez. de 2011

Imagem: Google


Se hoje eu não me preocupo mais com você, deve ser porque em algum momento, percebi que você não se preocupava comigo.
Se hoje eu não te procuro mais, deve ser porque em algum momento, percebi que você não fazia isso se eu não fizesse.
Se hoje você não tem mais o meu aplauso, deve ser porque em algum momento, percebi que você não sabe aplaudir quando quem faz sucesso sou eu.
Se hoje não faço mais nada por você, deve ser porque em algum momento, percebi que você só estava perto enquanto precisava de algo.
Se hoje não lhe estendo mais a mão quando lhe vejo cair, deve ser porque em algum momento, tentei segurar na sua e ela estava ocupada demais para dar atenção ao meu tombo.
Se hoje você não tem mais os meus elogios, deve ser porque em algum momento, percebi que você é incapaz de admirar as minhas qualidades.
Se hoje não estou mais ao seu lado, deve ser porque em algum momento, percebi que a minha presença ou ausência não faziam a menor diferença.
E se hoje eu consigo enxergar tudo isso, deve ser porque em algum momento, percebi que ninguém pode dar aquilo que não tem.







Apenas dizer...

4 de dez. de 2011

Algumas pessoas tem vontade de gritar pro mundo inteiro ouvir. Colocar faixas com letras enormes, pendurar cartazes, gravar vídeos, fazer músicas. Armar um grande circo, um escândalo em nome do romantismo. Com megafones e microfones em punho, proclamar ao vento e publicamente aquilo que lhes transborda.

Outras ainda o fazem sem intenção, com um barulho imenso, de braços abertos e peito ofegante, arfando e em voz alta para qualquer passante.

Eu? Eu não.... eu queria apenas segurar teu rosto, olhar bem dentro dos teus olhos e dizer.... baixinho, só pra você, com música ou sem, apenas dizer...

Papi Papi Papi!!!!!!!!!!!!!!!!

13 de ago. de 2011

♥♥♥♥♥

Dizem que toda mulher tem uma ligação especial com seu pai e eu, sinceramente, não fujo à regra. Pais são a nossa primeira referência masculina, o primeiro homem das nossas vidas! O meu é o melhor! Tá, todo mundo diz isso, eu sei! Defeitos????? UM MONTÃO DELES.... Conflitos? OUTRO MONTE. Principalmente porque sou algo como a versão feminina dele. Nosso gênio então... gêmeos univitelinos...(né, mãe?)


Mas esse cara de quem tô falando hoje e cujo dia é amanhã, também tem qualidades maravilhosas. trabalhador que só ele, honesto, NÃO GOSTA DE FUTEBOL ( te amo, pai!) nem de cerveja. Toma o vinhozinho dele numa boa, acho que só vi meu pai bêbado uma vez em um Natal e foi hilário. Mas só. Talvez venha daí o fato de eu não ser muito chegada a bebidas alcóolicas, mas o vinho né? Enfim... Se eu for ficar contando as semelhanças não acabo esse texto.


Foi ele o responsável pela maior parte do meu gosto musical. Ouvia de tudo, mas só coisa boa. A discoteca de casa era imensa e tinha o dia que ele deixava que nós pegássemos nos discos. Limpava-os com flanela., colocava um bolero do Trio Iraquitan ou Núbia Lafayette , um instrumental de sax, seus sambas de João Nogueira e Alcione, chorinhos e serestas, um forró de Luiz Gonzaga e o nosso maior gosto compartilhado, desde que me conheço por gente... o velho e bom folk de Creedence Clearwater Revival! ( ainda hoje disputamos os CDs e ainda vou herdar a coleção dele de LPs...kkk) e lá ia ele... de boné pra trás, short e camiseta, descalço lavar o Opalão na calçada ouvindo música. Adivinha se não íamos ajudar a polir ( sem ricar, hein?)
Princesa do pai...rs


Um pé de valsa. Vê-lo dançar era extasiante. Me colocava em seus pés e me ensinava  a valsar, a rodopiar nos boleros.. e tentava me ensinar aqueles pulinhos de frevo com a mão na cabeça e andar agachado ... não é pra todo mundo.


Ele tinha um trompete. Só sabia uma música inteira e usava um copo de alumínio como surdina..Estudou um pouco na juventude e parou, mas tinha dias que ficava fazendo barulho catando nota no trompete... assim era na gaita e quando pegava meu violão pra arranhar ( ao contrário, de canhota...). Tocava NOSSA CANÇÃO de Roberto Carlos, aranhava O Milionário... e assoviava como ninguém aqueles hits de filmes de bang-bang faroeste americano, assoviava quando chegava em casa e fazia musiquinha na buzina para abrir o portão da garagem... por isso nunca consegui entender alguém que dança tão bem e tem tanto ritmo fazer tudo isso que é de música meio fora do tempo...kkk Mas tinha seu charme...


Há nove anos estamos longe. Muitos conflitos depois, a certeza de que pais também erram. Não acertam o tempo todo. Não são perfeitos. Não são heróis nem guardiães de mocinhas. São seres humanos passíveis de erros, mas tão importantes nas nossas vidas! Desde a troca de fraldas, os banhos, os passeios, acordar de madrugada pra buscar na balada ou no ponto de ônibus, tarde da noite a filha que estudava fora... de pijama, descabelado, com cara de quem já estava dormindo e só acordou pra ir me pegar.


Nunca foi de muitos carinhos e abraços. É a mistura mais exótica que conheço de refinamento com rusticidade. O amor dele era ( e ainda é) demonstrado em ações práticas, em preocupação, em zelo, em prover a todos como ele imaginava que precisassem ser providos. Materialista? Talvez... Mas é o jeito dele, o jeito que nós entendemos.


Ele que me fez gostar de viajar. Estradeirão... percorria como ninguém a distância Sergipe-São Paulo e confesso que acho que ele nunca vai ter parada. Herdei esse gene dele ou foi de tanto viajar com ele que também fiquei com esse bichinho meio nômade no sangue. Viagens longas não me assustam. Só cansam.


Amanhã eu queria poder acordar e ir vê-lo aonde estivesse.. dar aquele abraço de urso sufocante e vê-lo ficar exasperado falando "tá bom já".. mas com um sorriso disfarçado nos lábios. Pai, AMO CADA FIO DESSE CABELO BRANCO. Feliz DIA DOS PAIS e saudade? SEMPRE....


GUERREIRA DOS OLHOS VERDES

8 de mai. de 2011

                            Ah, minha guerreira! Falar de você e tão fácil e ao mesmo tempo tão difícil! Pelo único motivo de me ter dado a dádiva de nascer de você já me sinto lisonjeada. Não existe na minha vida alguém que se compare a você. Uma guerreira com tantas histórias.Quando penso em você como uma pessoa independente de mim, ainda assim me vem lágrimas aos olhos.
                            A menina simples, mais velha de quatro irmãs. Com o coração mais puro que eu conheço. A menina obediente que achava que trabalhando no colégio particular de freiras onde era bolsista, sua mãe que costurava para as freiras trabalharia menos. Desde cedo um espírito iluminado. Tenho mania de achar que você não é desse mundo. Estou para conhecer pessoa com tal senso de justiça e perdão, entre outros tantos sentimentos nobres. A garota com tantas e tantas dores que acinzetaram demais esses olhos verdes. A mulher linda que não sabia o quanto o era. A mulher apaixonada pelos seus três filhos todos da mesma maneira. 
                            A mulher de quem herdei meus múltiplos talentos. Que me ensinou a cantar AVE MARIA em latim como aprendeu no colégio e que chorou anos mais tarde ao me ouvir cantá-la no casamento do meu irmão. A mulher que cantava baixinho pra mim e que tinha uma voz linda sem ao menos saber disso. Que transbordava de emoção com qualquer tipo de música e arte.
                           A mulher que cuidava sozinha dos cabelos dos pimpolhos e que foi durante muito tempo uma cabeleireira e manicure das melhores. Passei anos sem saber o que era ir a um salão de beleza. Mamãe era a mestra dos meus e de outros cabelos. E tem altas teorias como testemunha ocular do meu cabelo mutante.
                           A mulher que nunca me deu um PORQUE SIM  como resposta para os meus questionamentos. Que sempre revelou a verdade sobe tudo, como nunca foi feito com ela .
                           A  mulher que perdeu tão cedo sua saúde. Que me fazia sofrer e chorar cada vez q ia parar em um hospital. A que me pesava o coração a cada cirurgia. Lembro de quantas noites eu saía correndo da minha cama e ia pro teu quarto só pra ver se você ainda continuava respirando.
                           Ah, minha guerreira! Tantos anos se passaram e agora, apesar de eu ser meio que uma cópia do meu pai, consigo ver em mim tantos traços teus! Reconheço você em tantas atitudes minhas, tantos pensamentos, trejeitos. Tenho sua voz, seu queixo, seu coração de manteiga, minha pele clara, minha onda no cabelo ( aquela na franja, do lado direito), esse meu jeito engraçado, a risada solta..
                          Ah, minha guerreira! Tua luta não tem sido fácil. A saúde te faz falta e nos assusta a cada nova fragilidade. Mas você continua comigo. Em sintonia, com os mesmos cuidados e preocupações de mãe que eu só vou entender quando for uma. Você é a pessoa que sabe me acalmar desde quando para isso só era necessário o seu seio. Você é aquela que sabe tudo que está acontecendo comigo de longe. Olhar para você tão frágil por fora, só me faz reconhecer o quanto é forte por dentro. 
                           Forte, mãe-leoa, mãe que luta e faz de tudo pelos filhos e agora pelo neto. Mesmo quando acha que não está fazendo. Sou resultado de tuas lutas. Do teu tempo dedicado a mim, à minha educação, ao meu crescimento. Sei que não existe no mundo amor maior que o de uma mãe. Ainda não sou mãe para sabê-lo. Só sei que meu amor de filha é grande demais. Sempre que puder, vou tentar  ser uma filha ainda melhor para que você continue tendo orgulho de mim. Se eu pudesse te desejar algo nesse dia, é que continue sendo tudo que você é e foi. 
                         Minha guerreira, no quesito mãe, você bateu todos os recordes. Não existe mãe melhor do que você no mundo inteiro! 

Medíocre, eu? Só fazendo uma média...

8 de abr. de 2011




Insistir ou desistir? Fazer acontecer ou deixar rolar? Ir atrás ou esperar vir?  Saber a hora de parar e a de seguir em frente. Sonhos, lutas, realidade... O quão somos responsáveis pelo nosso destino? E esse tal destino? Existe mesmo ou é só uma invenção do inconsciente coletivo para nos fazer acreditar que um dia teremos aquilo que almejamos ou seremos aquilo que sonhamos?
                             Qualquer livro de auto-ajuda diria que “a mente faz a sua realidade” assim como “você é o que você come”. Até aí tudo bem, mas o enfoque mágico, a perfeição a todo custo, a geração de cobranças esbarra em um ponto crucial: NINGUÉM TEM DIREITO DE SER MEDÍOCRE.

                            Medíocre: adj. Que está entre o grande e o pequeno, o bom e o mau : obra medíocre.
                                         S.m. Aquele que é medíocre, aquele que não tem grande valor intelectual.

 

                               Se no próprio significado da palavra, já se diz que não é nem bom nem ruim e que não tem grande valor, a cultura de hoje em dia eleva isso à máxima potência. Dizer que alguém é medíocre pode ser entendido até como xingamento!

                               Só nos contentamos com adjetivos como: belo, perfeito, magnífico, estonteante, excepcional, excelente, espetacular, maravilhoso. E se é pra ser ruim que seja péssimo, horrível, degradante, repulsivo... medíocre nunca!

                               Pois bem, eu digo a plenos pulmões que sob alguns aspectos, sou um ser medíocre. E ando querendo me libertar da amarra que me faz achar isso ruim.

                               A começar pela minha altura. Não sou nem alta nem baixa, sou mediana. “Ah, mas pra mulher você é alta” ( olha o parâmetro, rs. Acho super engraçado o “pra mulher”... ). Não, não sou alta. Alta pra mim é quem tem mais de 1,70m e pra isso ainda me faltam alguns centímetros. Quesito altura: Carol medíocre ( façamos as pazes com o vocábulo bonitinho).

                             Família: filha do meio! Precisa nem dizer nada né? Rs...

                             Classificação vocal: mezzo soprano. Alguns graves, alguns agudos, mas nem vozeirão de cantora de MPB, nem hiperagudos de solista de ópera. PIMBA!

                             Palco: barzinho e banda de baile. Ou seja, nem anônima nem famosa. Meio de novo.

                             Corpitcho? Apesar de mulher sempre se achar mais gorda do que deveria estar ( eu não sou diferente), sendo bastante honesta, não posso dizer que sou magra e também não sou obesa. Normal. Média.

                               Se todo mundo parar pra pensar direitinho, em algum momento vai se encaixar nessa descrição. Ao menos em algum aspecto da personalidade. E aí? Como lidar com isso?

                                Não digo que ninguém deva lutar pra melhorar, pra atingir metas e objetivos e se aperfeiçoar. Apenas façamos as pazes com a palavrinha acima. Médio é médio... não ser bom não significa ser ruim. Nem que não pode melhorar, evoluir. E que não tem nada de errado também se continuar sendo medíocre, médio, normal. Ninguém  é e por mais que busque isso com todas as forças, nunca será perfeito.

                           Você tem talentos em uma área, é uma negação em outras... Pode ser linda e chata. Ou um gênio da matemática  sem nenhum gingado. Opostos? Sim... mas e se você tiver um “tiquim” de cada coisa? Um pouquinho  de cada habilidade sem ser excepcional e brilhante em nenhuma, tampouco extremamente ruim, péssimo? Qual o problema?

                            Por que tem que ser uma coisa ou outra? Decidir sempre entre dois pólos? O mundo é múltiplo, as questões da vida tem milhares de respostas e nem sempre essas respostas são simplesmente sim ou não. Sempre pode rolar um TALVEZ. Entre dois pólos pode haver uma linha reta, mas também muitas curvas. A opção do meio pode significar também EQUILÍBRIO. Sacou? ( piscadinha pra você)

                           Preto ou branco? Por que não misturar? Fica lindo... e é um clássico! Sol ou chuva? Ah, fala que não é lindo quando depois de uma chuva forte o céu se abre e o sol aparece formando um arco-íris enquanto ainda cai a garoa fina? Falando em coisa boa que fica no MEIO... é só pensar no dia que nascemos e no dia que fatalmente iremos embora... o caminho do meio é nada mais nada menos do que a VIDA! Aquela magia entre um pólo e outro que deve ser vivida assim... do jeitinho que você é!

                             

                             


25 de mar. de 2011

 
Eu entrei...
Me esqueci de perguntar se podia. Li os sinais sem pensar que, de repente, não era bem aquilo que estava escrito.
Invadi! Todas as placas me apontaram essa direção, todas as flechas me levaram a esse caminho.
Então, fui, cega, tateando. Ora me jogando com força, ora pisando macio, com medo, em terreno novo.
E agora?
Agora os sinais me dizem outras coisas, não existem mais flechas
indicando o caminho, terei de achá-lo por mim mesma.
As placas mudaram a mensagem. Nem sei se posso lê-las. Ficaram lá atrás, no caminho que já não existe.
Mas os sinais, esses sim são infalíveis.
Passíveis de erros somos nós, que os interpretamos da maneira que melhor nos satisfaz os desejos.
Os sinais estão mais claros agora que me permiti entendê-los da maneira como vem.
Agora, se me dão licença, preciso ir ...  o caminho de volta é sempre mais longo quando temos que achar por onde seguir!

Carol Viana (16/02/2011)

1 de fev. de 2011


   Casar ou não casar... eis a questão! Porque essa doida resolveu falar sobre isso? Um assunto ronda nossa cabeça quando tudo ao redor parece levar a ele. Existe um (pré) conceito arraigado na sociedade que  a mulher depois de uma certa idade tem sim que se casar. Se não casa é olhada até com pena. Ou começam a achar que ela tem algo de  errado. Coisa de antigamente? Hoje em dia não tem mais isso? Vejamos....
                       Na minha família,  fui a primeira das netas de minha avó materna que começou a namorar. Com quinze anos, tive um namoro que durou dois e todo mundo jurava que eu ia casar super cedo.  Ledo engano.  Aos dezessete, me rebelei  contra  aquele  sufoco que era o meu namoro: cheio de regras, imposições, liberdade tolhida, ciúme doentio...
                      Na verdade quem  colocou a grinalda bem cedo, foi minha irmã mais nova. Na época, eu a achei louca. Alguém deve estar se perguntando: Você é contra o casamento?  Eu respondo: não, de forma alguma.
                    O que me irrita é a obrigatoriedade. O fato de você ter mais de 30 anos e ser solteira  gera muitas caras e bocas e narizes torcidos. Já ouvi tanto absurdo que não conseguiria reproduzir a contento aqui! A minha idéia de casamento (e até mesmo de namoro) pode até ser romantizada e utópica, mas acredito que seja mais satisfatória do que a de que você PRECISA  se unir a alguém só porque “ o tempo está acabando”.
                       De tempos em tempos me questionam a solidão. Cada hora é por um motivo. Me lembro que mais nova, devia ter uns 21 anos, minhas tias tentaram me fazer a cabeça para casar com um italiano. Que ia ser bom, que ia morar em outro país, que ele era rico. Oi?
                          Há muito tempo pago minhas próprias contas e me sustento sozinha.  Casamento a meu ver, não é sociedade, nem trabalho remunerado. Me causa verdadeira repulsa  esse tipo de associação. Atualmente, estou em busca de apartamento pra alugar. Vocês querem saber quantas vezes eu ouvi frases do tipo: “ Nossa, bem que você poderia ‘arrumar’ alguém, casar, morar junto, né? Pra dividir as despesas, pra te ajudar”. Querem mesmo saber quantas vezes?
                         Primeiro que eu ODEIO o termo “arrumar alguém”. Me soa tão desesperado, tão sem propósito, tão artificial. Ninguém “arruma’ ninguém na vida . Segundo, nem namorado eu tenho.  E se tivesse, só porque tenho que me mudar, o certo seria eu propor morar junto ou casar, só pra aliviar as despesas? Oi?
                         Será que o erro não está em pensar as relações de acordo com nossas necessidades corriqueiras? Burocratizar uma decisão que deve ser tomada quando duas pessoas se amam e tem maturidade suficiente pra saber que terão que construir uma relação e uma vida em comum, mesmo sabendo que não é um mar de rosas?
                          A culpa desse texto é da Nazira de Glória Perez.  TV ligada, relembrei o desespero da mulher que “passou da idade” e que não consegue casamento. Claro que estamos falando de uma cultura muçulmana, totalmente diferente da nossa. Mas, diferente até que ponto, não é mesmo? Já que trago os mesmos questionamentos e de gente que me rodeia, enfim...  a culpa não é só dela, nesse caso.
                          Dá pra ser solteira e feliz, solteira e infeliz, casada e infeliz, casada e radiante de feliz. Não vai ser o estado civil, uma certidão, o status de ter ou não alguém, que vai te dizer quem ou o quê você é.
Nada de bandeiras como “ Antes só do que mal acompanhada”, porque, vamos combinar, ficar sozinha cansa e também é um pé no saco (ops, sou menininha).  Mas também não é motivo pra colocar alguém ali só pra tapar o buraco ou levar vida de eterna adolescente e virar de balada em balada e cair no extremo oposto.
                           Só não façamos dessa convenção a última razão de felicidade da vida!  Véu, grinalda e  buquê não são obrigação.

Estradeira

25 de jan. de 2011

      Ah! Viajar... que saudade eu tenho disso! Desde que me entendo por gente (pingo de gente, diga-se de passagem), levo uma vida meio cigana. Nômade, mutante. O que para minha personalidade que tem tanto pavor de mudanças quanto o gato (aquele esc      aldado, do dito popular) de água fria, não deixa de ser, no mínimo, um paradoxo.
           Hoje fui acompanhar  uma amiga até a rodoviária. Meninota, miúda, cheia de malas. Enquanto aguardávamos o horário do seu ônibus, duas coisas me chamaram a atenção: as lembranças e a atmosfera da rodoviária. Várias histórias  se cruzando. Pessoas bem arrumadas, outras nem tanto. Muita bagagem, pouca bagagem. Gente solitária, gente que se encontra, gente que se despede.Alguém que folheia desinteressadamente um jornal enquanto espera a hora da viagem. Outro correndo até o guichê com a mochila nas costas, voando para não perder o ônibus.
          Até aí, coisas que qualquer observador mais atento ao que acontece em volta notaria. Mas a minha fascinação por esse tipo de coisa me deu uma consciência de mim inebriante. A consciência de que sempre foi assim. As longas viagens cheias de choro da infância. Quem tem parentes que moram longe, em outro estado sabe bem do que estou falando. Fotos de despedida, o choro na janela do ônibus agarrada à mão da tia que eu só veria nas férias do ano seguinte. Sem falar nas viagens de carro. Mãe de madrugada arrumando todas as comidas que levaríamos, as malas, dela, de papai, minha e dos meus irmãos... e os três babando no banco de trás do carro. Perguntando ansiosos quando acordávamos: " Já chegou? Tá chegando, pai? Falta muito?" - começo a achar  que o burro do Shrek é um plágio meu e dos meus irmãos, "but whatever"...
          Histórias de viagem, tenho aos montes e todas elas encheriam esse blog só com esse assunto, acreditem. Não parei por aí, mudanças de cidade, mudança de estado. Me enfiei em banda de baile, mais tarde do que a maioria começou. Era das poucas que não reclamava nunca do vai e volta.Eu já estava acostumada  a essa coisa de ser mambembe, de chegar em cidades diferentes, mesmo não dando tempo de conhecer nada. Para mim, esse sempre foi um dos grandes baratos dessa vida.
         Mas esse post não é sobre os locais que já visitei, morei, cantei.. É sobre a reafirmação do meu gosto por viajar. Quem foi que disse mesmo que o melhor da festa é esperar por ela? Esse post é sobre a viagem em si e não sobre o destino. Não é a chegada, é o caminho. É a estrada. É a ida e a volta! Sou estradeira. Ficar muito tempo sem viajar me dá a sensação de ter uma bola de ferro no pé, digna das prisões dos Irmãos Metralha, com direito a uniforme listradinho ( se eu não construir a cena e descrevê-la não tem a menor graça..rs.)
            Dormir em posto de gasolina, dentro do carro, amparada pelos caminhões à volta. Ver meu pai jantar com os caminhoneiros enquanto a mãe ficava conosco no carro. Os barulhos de caminhões e ônibus passando na estrada. Dormir com o veículo em movimento... até hoje quando tá difícil pegar no sono, recordo a sensação de movimento até me embalar nele. Acho que sou meio doida, mesmo.
           Estar lá hoje, me fez sentir tudo isso: uma vontade que eu estou há tempos, de enfiar um monte de roupas em uma mala e me enfiar num ônibus, avião, que seja. Eu perderia a sensação da estrada, mas ainda estariam lá a chegada e a despedida. O embarque e o desembarque... as pessoas indo, voltando, chegando e partindo......... 


" Coisa que gosto é poder partir sem ter planos... melhor ainda é poder voltar quando quero! " 
            

Inaugurando.....

24 de jan. de 2011

              Hey, olha só! Me rendi  à esfera blogueira. Abandonando o fotolog, onde a foto era o caminho principal e o que se escrevia, apenas uma legenda, tentarei por ordem no caos que é tudo que passa por essa cabeça...
              Acho que vai rolar de tudo. Tudo e mais um pouco. Um desenho, um desabafo, um pensamento, uma música que me inspire, um tema sobre o qual darei minha opinião. Algumas dicas das poucas coisas que aprendi nessa vida, por que não?
              Daqui pra frente, quem quiser  embarcar nessa doideira junto comigo, estamos aí! Todas as minhas reticências, todas as minhas entrelinhas, todos os meus devaneios... quem tiver fôlego, VEM COMIGO!
 

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