Se...

8 de dez de 2011

Imagem: Google


Se hoje eu não me preocupo mais com você, deve ser porque em algum momento, percebi que você não se preocupava comigo.
Se hoje eu não te procuro mais, deve ser porque em algum momento, percebi que você não fazia isso se eu não fizesse.
Se hoje você não tem mais o meu aplauso, deve ser porque em algum momento, percebi que você não sabe aplaudir quando quem faz sucesso sou eu.
Se hoje não faço mais nada por você, deve ser porque em algum momento, percebi que você só estava perto enquanto precisava de algo.
Se hoje não lhe estendo mais a mão quando lhe vejo cair, deve ser porque em algum momento, tentei segurar na sua e ela estava ocupada demais para dar atenção ao meu tombo.
Se hoje você não tem mais os meus elogios, deve ser porque em algum momento, percebi que você é incapaz de admirar as minhas qualidades.
Se hoje não estou mais ao seu lado, deve ser porque em algum momento, percebi que a minha presença ou ausência não faziam a menor diferença.
E se hoje eu consigo enxergar tudo isso, deve ser porque em algum momento, percebi que ninguém pode dar aquilo que não tem.







Apenas dizer...

4 de dez de 2011

Algumas pessoas tem vontade de gritar pro mundo inteiro ouvir. Colocar faixas com letras enormes, pendurar cartazes, gravar vídeos, fazer músicas. Armar um grande circo, um escândalo em nome do romantismo. Com megafones e microfones em punho, proclamar ao vento e publicamente aquilo que lhes transborda.

Outras ainda o fazem sem intenção, com um barulho imenso, de braços abertos e peito ofegante, arfando e em voz alta para qualquer passante.

Eu? Eu não.... eu queria apenas segurar teu rosto, olhar bem dentro dos teus olhos e dizer.... baixinho, só pra você, com música ou sem, apenas dizer...

Tinha que ser meu mesmo...

14 de out de 2011

Não adianta, gente... não funciona. Deixa que eu me viro sozinha! Kkkk...

clique e amplie

Das dores que não podemos curar.....

13 de out de 2011


Imagem Google
 Dói em mim e eu posso chorar... dói em mim e eu posso cantar até que o som da minha própria voz em melodia acalme as batidas violentas no meu peito. Se dói em mim, posso estender a mão e pedir a um passante que  me empreste um pouco do seu calor.

Dói em mim e me rebelo até que encontre um remédio que ao menos estanque até o sangue parar de sair. De chá de ervas a abraços fraternos e colos de mãe. Dói em mim e clamo aos céus para que o alívio venha  em tempo.

Dói em mim e consigo mensurar a intensidade com que me atinge cada golpe, o quanto consigo ou não revidar para me defender.

Mas não... dói fora de mim. Dói fora do meu alcance... Dói onde as minhas lágrimas não tem efeito catalisador. Dói onde meu canto não pode penetrar, balsâmico e renovador. Dói onde uma mão estendida não consegue aplacar o frio que vem da alma.

Dói onde não há defesa para golpes que não se tem ideia do tamanho e intensidade. Dói onde colos, chás de ervas e alívio dos céus não surtem efeito.

Dói em você... e é aí que dói em mim. 

Entender... é preciso?

3 de out de 2011


Imagem Google




Entender de anatomia, é preciso?
Decorar a geografia, sentir os relevos
Na ciência do tato suavizar teus pelos
Degustar o agridoce em paladar refinado.


Entender de poesia, é preciso?
Sussurrar atos desconexos
Cometer pecados linguísticos
Descabelar teus versos


Entender de boemia, é preciso?
Vagar ausente em cada sonho quente
Nas ladeiras íngremes do teu baixo ventre
Repousar aflita no calor latente.


Escrito em janeiro de 2011. Quando eu ainda queria entender...



Brincando com pincéis IV - MAKE UPs

9 de set de 2011

Faz um tempinho já que não tem make up aqui. E essa semana foi divulgado no Fabíola Medeiros Estúdios Fotográficos, um pouco de um dos ensaios mais divertidos que eu já tive oportunidade de maquiar. Estar no estúdio da fabs já é mais que maravilhoso... aquele lugar dá uma paz que não tem igual. Só que nesse dia recebeu uma figurinha que é "das minhas". Marília Bona tem um "bichinho carpinteiro", como diziam os antigos, é versátil, serelepe, dramática e teatral tudo-isso-junto-ao-mesmo-tempo-agora.


Ela conseguiu fazer da tarde um desfile de personalidades.... num primeiro momento, a garota angelical no meio das flores, depois a "menina do sítio" como ela mesma disse, meio cowgirl.... 




Já dá pra imaginar o tanto que eu me diverti com essa pessoa e as possibilidades que ela me inspirou, né?



make suave e primaveril.... primeira personagem da Bo Na




A garota do campo






Nessa proposta, depois de uniformizar a pele com base e corretivo líquidos, usei tons de malva (um rosinha claro puxado para o lilás e com uma pitada de marrom ao fundo), blush rosado claro e batom também em tom de malva. Não fica Barbie e nem briga com os vários looks que ela usou. Desde o vestido branco ao look cowgirl. Ficou natural sem estar com cara de muito maquiada. Traço de lápis preto bem fino em cima e embaixo dos olhos e várias camadas de rímel preto.

Terminadas as externas, a mulher virou um furacão... a diva sexy... abusei do preto no olho... ela ficou meio Demi Moore em "Strip Tease"... puro glamour. Joguei um batom rosa mais claro com brilho! O melhor ainda estava por vir...
A cara da Demi Moore!!!



Depois da diva sexy, a cartada final. A dominatrix underground.... divertidaçoooooooooooooo! Sem palavras.... é claro que esse clima meio burlesco pedia uma boca vermelha. Mas ela apostava num visual destroyer para finalizar o ensaio, que teve até chicotinho (!). Precisava de um cabelo dramático. Numa pegada meio punk, meio fetichista, fiz um moicano com desfiado atrás, totalmente HARD!



Diva rocker...




underground!!!!.....







Espero que tenham gostado de ver tanto quanto eu gostei de fazer! MUAAAAHHH!


6/9 - DIA DO SEXO

6 de set de 2011

Quem disse que o assunto é sexo?

Querido Ogro



Gordura localizada...

16 de ago de 2011


Papi Papi Papi!!!!!!!!!!!!!!!!

13 de ago de 2011

♥♥♥♥♥

Dizem que toda mulher tem uma ligação especial com seu pai e eu, sinceramente, não fujo à regra. Pais são a nossa primeira referência masculina, o primeiro homem das nossas vidas! O meu é o melhor! Tá, todo mundo diz isso, eu sei! Defeitos????? UM MONTÃO DELES.... Conflitos? OUTRO MONTE. Principalmente porque sou algo como a versão feminina dele. Nosso gênio então... gêmeos univitelinos...(né, mãe?)


Mas esse cara de quem tô falando hoje e cujo dia é amanhã, também tem qualidades maravilhosas. trabalhador que só ele, honesto, NÃO GOSTA DE FUTEBOL ( te amo, pai!) nem de cerveja. Toma o vinhozinho dele numa boa, acho que só vi meu pai bêbado uma vez em um Natal e foi hilário. Mas só. Talvez venha daí o fato de eu não ser muito chegada a bebidas alcóolicas, mas o vinho né? Enfim... Se eu for ficar contando as semelhanças não acabo esse texto.


Foi ele o responsável pela maior parte do meu gosto musical. Ouvia de tudo, mas só coisa boa. A discoteca de casa era imensa e tinha o dia que ele deixava que nós pegássemos nos discos. Limpava-os com flanela., colocava um bolero do Trio Iraquitan ou Núbia Lafayette , um instrumental de sax, seus sambas de João Nogueira e Alcione, chorinhos e serestas, um forró de Luiz Gonzaga e o nosso maior gosto compartilhado, desde que me conheço por gente... o velho e bom folk de Creedence Clearwater Revival! ( ainda hoje disputamos os CDs e ainda vou herdar a coleção dele de LPs...kkk) e lá ia ele... de boné pra trás, short e camiseta, descalço lavar o Opalão na calçada ouvindo música. Adivinha se não íamos ajudar a polir ( sem ricar, hein?)
Princesa do pai...rs


Um pé de valsa. Vê-lo dançar era extasiante. Me colocava em seus pés e me ensinava  a valsar, a rodopiar nos boleros.. e tentava me ensinar aqueles pulinhos de frevo com a mão na cabeça e andar agachado ... não é pra todo mundo.


Ele tinha um trompete. Só sabia uma música inteira e usava um copo de alumínio como surdina..Estudou um pouco na juventude e parou, mas tinha dias que ficava fazendo barulho catando nota no trompete... assim era na gaita e quando pegava meu violão pra arranhar ( ao contrário, de canhota...). Tocava NOSSA CANÇÃO de Roberto Carlos, aranhava O Milionário... e assoviava como ninguém aqueles hits de filmes de bang-bang faroeste americano, assoviava quando chegava em casa e fazia musiquinha na buzina para abrir o portão da garagem... por isso nunca consegui entender alguém que dança tão bem e tem tanto ritmo fazer tudo isso que é de música meio fora do tempo...kkk Mas tinha seu charme...


Há nove anos estamos longe. Muitos conflitos depois, a certeza de que pais também erram. Não acertam o tempo todo. Não são perfeitos. Não são heróis nem guardiães de mocinhas. São seres humanos passíveis de erros, mas tão importantes nas nossas vidas! Desde a troca de fraldas, os banhos, os passeios, acordar de madrugada pra buscar na balada ou no ponto de ônibus, tarde da noite a filha que estudava fora... de pijama, descabelado, com cara de quem já estava dormindo e só acordou pra ir me pegar.


Nunca foi de muitos carinhos e abraços. É a mistura mais exótica que conheço de refinamento com rusticidade. O amor dele era ( e ainda é) demonstrado em ações práticas, em preocupação, em zelo, em prover a todos como ele imaginava que precisassem ser providos. Materialista? Talvez... Mas é o jeito dele, o jeito que nós entendemos.


Ele que me fez gostar de viajar. Estradeirão... percorria como ninguém a distância Sergipe-São Paulo e confesso que acho que ele nunca vai ter parada. Herdei esse gene dele ou foi de tanto viajar com ele que também fiquei com esse bichinho meio nômade no sangue. Viagens longas não me assustam. Só cansam.


Amanhã eu queria poder acordar e ir vê-lo aonde estivesse.. dar aquele abraço de urso sufocante e vê-lo ficar exasperado falando "tá bom já".. mas com um sorriso disfarçado nos lábios. Pai, AMO CADA FIO DESSE CABELO BRANCO. Feliz DIA DOS PAIS e saudade? SEMPRE....


FNAC Ribeirão - Tudo sobre mídias sociais

1 de ago de 2011

                         Gente! Vem comigo.... a  Fnac , parceira do Vem Comigo, vai realizar eventos ótimos esse mês. Pra quem quer saber TUDO sobre mídias sociais e como administrá-las. Sério... não dá pra perder! Três feras no assunto em três workshops diferentes e super bacanas.





DIA 15 DE AGOSTO - 19:30
                           
                              É a vez da renomada fotógrafa Fabíola Medeiros nos dar dicas PRECISOSAS  de fotografia para a web. Vai mostrar os erros mais comuns e às vezes até bizarros que nenhum blogueiro quer cometer. Imperdível!





DIA 16 DE AGOSTO - 19:30


                               Cris Menegussi é cabeleireira, maquiadora profissional e blogueira.Vai dar dicas de como produzir e editar vídeos tutoriais para web. Ótima chance pra quem quer ser blogueiro mas não 
entende como fazer ou editar um vídeo nesse formato tutorial. Bacanérrimo, não?


DIA 17 DE AGOSTO - 19:30





                   
                            Estevão Soares  ( estrategista social da Estrategi.ca e autor do blog Admit vai falar sobre os relacionamentos e as possibilidades existentes dentro das mídias sociais, como empresas e como pessoas. Great!

                              Eu não disse que era coisa bacana? Então tá mais que combinado. Só ir curtir esse montão de informação boa na Fnac do Ribeirão Shopping.

O feitiço vira contra o feiticeiro........

31 de jul de 2011

       Em dado momento é preciso utilizar o feitiço que aprendemos, contra o feiticeiro que nos ensinou a usá-lo. Geralmente é no momento em que a magia do mesmo se perde ou se altera de alguma forma. Poções antes encantadoras e cheias de alento para a alma. Doses genuínas de elixires saborosos, poderosos a ponto de transformar amarguras em sorrisos. Beberagens embriagadoras, alucinógenas.
       Encantamento este, que findo seu prazo começa a surtir efeito contrário. Já dizia o poeta: " A mão que afaga é a mesma que apedreja" . O bálsamo que se transmuta no veneno e busca o antídoto para seu próprio efeito. Efeito este, que agora transforma sorrisos em amarguras. Alma  envenenada buscando mais uma dose da mesma poção que a encantou.
      A cada novo gole aspira o cheiro acre que entorpece os sentidos e impede de perceber que deixou de ser aprendiz. A poção agora é tua. Joga o feitiço e terás o teu antídoto.


Brincando com pincéis III - MAKE UPs

12 de jul de 2011

                        Não é que tô ficando boa nisso? Estava doida pra fazer esse post. Minha linda Rachel Magnusson Nogara (isso não é sobrenome, é trava-língua! Rs...) que acabou de fazer um ensaio liéééndo de morrer com a Fabs Medeiros, um belo dia me telefona e solta: " Xuxuuuuu, um fotógrafo me convidou para um ensaio, vamos comigo? Vc faz meu make?"  Pra quem conhece essa modelo linda ( minha Barbie Avatar - porque ela é gigante) e advogada ( combinação perigosa de beleza e inteligência, sorry reles mortais...rs), já dá pra imaginar que me foi IMPOSSÍVEL recusar a proposta. Jeitinho meigo de falar, tarde divertida no estúdio do fotógrafo Rubens Okamoto, fui testemunha ocular de fotos lindas. Essa mulher posando é uma coisa, gente! Talento nato!

                        A honra ficou por conta de brincar com meus pincéis nesse rosto... tava até me coçando de vontade de pintá-la...rs. A gente repetiu a dose na viagem de Alfenas que vai se repetir nesse final de semana, onde maquiei todas AZAMEEEEGA, certamente assunto para um próximo post!

                        Chega de bla blá blá, vamos ver a moça?


Tipo outdoor... né não?


Ficou muito Gisele...
Pouco bonita....






Sensual



              O clima das fotos  pedia traços valorizados, uma sensualidade natural,  nada forçado, mas sem cara lavada. Optei por um esfumado de dourado com marrom que ao mesmo tempo que deixa o olhar penetrante, é sofisticado. As cores quentes combinaram super bem com a pele clara mas dourada dela, uma pele quente, que pede tons também quentes...Blush em tons de pêssego, nada muito rosado, puxando quase que pro terracota e batom em tom rosado também quente. Sensual, moderna, sofisticada, altiva. Linda  Rachel!!!!!!!

Brincando com pincéis II - MAKE UPs

5 de jul de 2011

A noivinha tão esperada: Larissa! Um make delicado em tons de rosa, a pedido dela. Dois momentos de make. Um para a descontração dos dois nos estúdios e um mais elaborado, já com o vestido, nas externas do TRASH THE DRESS - DETONANDO O VESTIDO .

Como o ensaio  só estará disponível depois do casório, ficamos com essa pequena amostra de alguns momentos. Fabíola Medeiros como sempre arrasando nas lentes e me deixando feliz demais por participar na produção. Foi um grande presente... um desafio maquiar fora do palco e passarelas.

Vamos aos clicks?



Larissa -  make rosa que combinou perfeitamente com sua personalidade quietinha e delicada.



Make poderoso que nem a brincadeira na água tirou... rs.

Brincando com pincéis - MAKE UPs

28 de jun de 2011

Making off do MAKE UP

Que eu adoro viajar, todo mundo sabe e está aqui neste post . Receber convite da minha linda Fabíola Medeiros para passar o feriado em Minas foi super ADVENTURE! Além do Clube Luluzinha Master instalado na mansão Medeiros de inverno, como é carinhosamente chamada a casa dela em Alfenas, muita comilança (em Minas, não tem como ser diferente, né?), risada, Bar da Rita, represa, pôr-do sol, tour pelas cidades próximas, vinhos, risotos, cuzcuz, vídeos, piadas internas...

No meio disso tudo, D.Fabs tinha dois ensaios pra fazer e lá fui eu de " PRODUÇÃÃÃÃÃÃÃO!!! ". Pra arrematar, mais um convite delícia. Maquiar a noivinha do Trash The Dress do sábado e o ensaio de casal do domingo. Adorei a oportunidade! Me diverti horrores, fiquei tensa e lisonjeada. Ela terá essas fotos pro resto da vida, uma responsabilidade e tanto. E eu adoro essa coisa de adequar as cores à personalidade, ao colorido da pessoa e à proposta da ocasião, enfim...

Lá fui eu brincar de aquarela na cara dos outros... ADORO! Pra começar, a linda da Carolina Horta e seu querido João renderam fotos lindíssimas no domingo. Não titubeei em marcar aquele olhão esverdeado com uma sombra preta opaca. Ficou o que há de sensual, como se ela já não o fosse, né?  Chega de blá blá blá... vamos às fotos PERFEITAS da Fabs.

Olhos de Gata




Show de casal



Carolina Horta e João




Claro que tiveram mais makes. Em breve, posto aqui o look das meninas para arrasar no Bar da Rita em Fama...rs. E do ensaio Trash the Dress, que estará por aqui assim que a Fabs liberar.
Confira mais do ensaio desse casal lindo aqui .














Pretty Woman - Dia dos Namorados!

6 de jun de 2011

                              Babaaaaaaaaaaaaado quentíssimo na área.  Claro que impulsionado pelo Dia dos Namorados, mas não que precise dele para ser aproveitado! Cansada de ver o seu querido folheando revistas com celebridades photoshopadas nuas e lindas em ensaios sensuais (ou sexuais, whatever!)? Minha amiga querida Fabíola Medeiros, a fotógrafa mais top de Ribeirão sugere (e FAZ) a SUA  revista masculina personalizada. Você, linda, nua (ou nem tanto) e sensual, todinha de presente para ele num ensaio de babar... Bem melhor, não?
                              Com a sua cara, sexy, ousada, romântica, meiga, fatal... daquele jeito que só ele te conhece, pra fazê-lo sonhar só com você... Sonho dourado, né não? E isso é possível, utilizando várias técnicas diferentes na fotografia, como vc pode ver aquiaqui e aqui.
                             Gostou e tá solteira? Também vale dar-se um presente desses, em qualquer época do ano. Afinal, amor próprio, auto estima e se sentir linda não é exclusividade de quem tá namorando, né? E quem sabe isso não te inspire? Quando a gente se ama mais, isso irradia e atrai mais pessoas e se não pessoas, atrai mais e mais felicidade, autoconfiança. De qualquer forma, seja pra você ou pra ele, eu adorei a idéia e estou divulgando porque amo o trabalho da Fabíola e essa idéia arrebentou.
                            Já to pensando em fazer o meu, viu?
                           
                             

DIVA - O lirismo da loucura

28 de mai de 2011


                     Tarde de outono...  eu caminho entre livros e mais livros, esquecendo do tempo, analisando títulos, capas, cheiro de livro novo, a batida da passagem de som do show de logo mais. Pessoas indo e vindo. Se esbarrando, pedindo desculpas, muitas nem se importando com o que vêem. E eu ali, igualmente absorta naquela atmosfera, sem me preocupar com o relógio (e nem sequer usando um).


                      Cenário comum de uma feira cultural. Entro em um stand lindo de poesia. Além de, claro, livros... camisetas, lixeiras de papelão com poesias pintadas, cadernos, peças de decoração, caixinhas.. foi a primeira vez que a vi. A voz andrógina e com aquele médio característico dos homossexuais mais afetados. As pessoas não ligam. Ela ou ele diz " Que prazer tê-los de volta esse ano". Meu primeiro sorriso sem me virar, ainda analisando um bloquinho fofo e papéis de pão com poesia de Cazuza. As pessoas não dão atenção. Me virei e "a" vi. Meu coração gelou. Sem sexo, vestida de forma feminina. Uma tentativa de executiva chique na roupa, muito magra e encurvada. Sem cabelos. Mas não eram raspados em uma atitude fashion, senti que eles caíram-lhe há pouco, ainda restavam alguns tufos em desalinho, poucos. E os drenos... fininhos, saindo do nariz e grudados à face com esparadrapo. Esperei ver uma expressão de sofrimento naquele rosto. Mas não...
                       Continuei caminhando e nos encontramos mais à frente. Num banco da praça, adolescentes saltitantes... e "ela" parada naquela tentativa de ter atenção. Vou passando do lado e ouço aquela figura  de aparência tão caricata quanto sofrida e aquela voz média exalando uma alegria que não condizia com aquela visão: 
                       _ Eu não queria ser mulher, eu não queria ter saúde, eu só queria ser rica!- e explode em uma gargalhada. Repete a frase para outro grupo. Passo por ela com um sorriso de canto na boca. Um sorriso que mesclava sensações no meu peito. Tristeza e compaixão por aquela pessoa tão debilitada. Simpatia pela evidente alegria de viver ( mesmo sendo nítido o quanto isso deve ser difícil). Encantamento pela simplicidade e a pureza daquele ser que estava tentando ignorar sua própria dor. Vergonha daqueles que a ignoravam e que tiveram o coração duro o suficiente para negar-lhe dois minutos do seu tempo e um sorriso dos seus lábios.
                       Olhei dentro daqueles olhos que destoavam da figura exangue à minha frente. Olhos vivazes e de uma pureza e bom humor incríveis. Olhei e sorri... meu sorriso de canto e cabeça baixa, virou uma amostra grátis de todos os meus dentes. Sorri para a frase célebre e lhe dei aquilo que estava buscando.
                       Não me custou nada. Ou melhor, custou um sorriso, um olhar, dois minutos de atenção, rir junto. Não doeu nada. Ao passar, ouvi sua voz novamente:
                       _ Você é linda, viu? Uma diva.....
                      Saí cheia de mim, colhendo aquele fruto imediato de plantar um sorriso. Saí contagiada por aquela energia. O humor melhorou na hora e o sorriso não saía mais da minha cara. A diva aqui acenou com a cabeça e sentiu o vento de outono insuflar sua saia, bater nos cabelos e a magia da troca de energia e pureza me fizeram realmente sentir uma diva.
                      Bobas daquelas adolescentes esnobes e de todas as pessoas da feira que ignoraram aquela criatura...  que não viram que o que ela pedia era grátis, indolor e fácil de dar...só eu ganhei o prêmio!!!!
                   

Dorme

23 de mai de 2011

                    Dorme, nada disto é teu. Descansa, não vais chegar. Apenas pare e observe. Sinta como nada disso lhe pertence ou esteve contigo um dia. A qualidade do efêmero permeia tudo ao teu redor. Deixe de querer agarrar com tuas mãos e aprisionar como se fossem sólidos todos esses momentos. Pensa neles como pombos famintos. Vem, se alimentam e decolam. Respira, pois o ar também se vai.       
                                     Ora, deixa que a aflição vá embora... não a segure. Não é seguro. Assegure-se de estar neste caminho que amanhã já será outro. Acampa teu peito. Monta ali uma barraca e observa. Acostuma-te às passagens. Habitua-te ao passageiro. Cessa a caminhada. Apenas senta à beira do caminho. Joga o fardo dos ombros e descansa. Descansa e dorme... Deita-te se assim  o preferires... Dorme...


                                     

GUERREIRA DOS OLHOS VERDES

8 de mai de 2011

                            Ah, minha guerreira! Falar de você e tão fácil e ao mesmo tempo tão difícil! Pelo único motivo de me ter dado a dádiva de nascer de você já me sinto lisonjeada. Não existe na minha vida alguém que se compare a você. Uma guerreira com tantas histórias.Quando penso em você como uma pessoa independente de mim, ainda assim me vem lágrimas aos olhos.
                            A menina simples, mais velha de quatro irmãs. Com o coração mais puro que eu conheço. A menina obediente que achava que trabalhando no colégio particular de freiras onde era bolsista, sua mãe que costurava para as freiras trabalharia menos. Desde cedo um espírito iluminado. Tenho mania de achar que você não é desse mundo. Estou para conhecer pessoa com tal senso de justiça e perdão, entre outros tantos sentimentos nobres. A garota com tantas e tantas dores que acinzetaram demais esses olhos verdes. A mulher linda que não sabia o quanto o era. A mulher apaixonada pelos seus três filhos todos da mesma maneira. 
                            A mulher de quem herdei meus múltiplos talentos. Que me ensinou a cantar AVE MARIA em latim como aprendeu no colégio e que chorou anos mais tarde ao me ouvir cantá-la no casamento do meu irmão. A mulher que cantava baixinho pra mim e que tinha uma voz linda sem ao menos saber disso. Que transbordava de emoção com qualquer tipo de música e arte.
                           A mulher que cuidava sozinha dos cabelos dos pimpolhos e que foi durante muito tempo uma cabeleireira e manicure das melhores. Passei anos sem saber o que era ir a um salão de beleza. Mamãe era a mestra dos meus e de outros cabelos. E tem altas teorias como testemunha ocular do meu cabelo mutante.
                           A mulher que nunca me deu um PORQUE SIM  como resposta para os meus questionamentos. Que sempre revelou a verdade sobe tudo, como nunca foi feito com ela .
                           A  mulher que perdeu tão cedo sua saúde. Que me fazia sofrer e chorar cada vez q ia parar em um hospital. A que me pesava o coração a cada cirurgia. Lembro de quantas noites eu saía correndo da minha cama e ia pro teu quarto só pra ver se você ainda continuava respirando.
                           Ah, minha guerreira! Tantos anos se passaram e agora, apesar de eu ser meio que uma cópia do meu pai, consigo ver em mim tantos traços teus! Reconheço você em tantas atitudes minhas, tantos pensamentos, trejeitos. Tenho sua voz, seu queixo, seu coração de manteiga, minha pele clara, minha onda no cabelo ( aquela na franja, do lado direito), esse meu jeito engraçado, a risada solta..
                          Ah, minha guerreira! Tua luta não tem sido fácil. A saúde te faz falta e nos assusta a cada nova fragilidade. Mas você continua comigo. Em sintonia, com os mesmos cuidados e preocupações de mãe que eu só vou entender quando for uma. Você é a pessoa que sabe me acalmar desde quando para isso só era necessário o seu seio. Você é aquela que sabe tudo que está acontecendo comigo de longe. Olhar para você tão frágil por fora, só me faz reconhecer o quanto é forte por dentro. 
                           Forte, mãe-leoa, mãe que luta e faz de tudo pelos filhos e agora pelo neto. Mesmo quando acha que não está fazendo. Sou resultado de tuas lutas. Do teu tempo dedicado a mim, à minha educação, ao meu crescimento. Sei que não existe no mundo amor maior que o de uma mãe. Ainda não sou mãe para sabê-lo. Só sei que meu amor de filha é grande demais. Sempre que puder, vou tentar  ser uma filha ainda melhor para que você continue tendo orgulho de mim. Se eu pudesse te desejar algo nesse dia, é que continue sendo tudo que você é e foi. 
                         Minha guerreira, no quesito mãe, você bateu todos os recordes. Não existe mãe melhor do que você no mundo inteiro! 

Nada como uma boa conversa...

29 de abr de 2011

                     _Olá, D. Libido! A senhora por aqui? Há quanto tempo... Por favor, sente-se! Temos muito o que conversar. Diga-me, por onde andou? Olha... senti muito a sua falta. Sem a senhora tudo por aqui ficou mais árido, sabe? Vivia me perguntando por onde andaria, danada, que foi embora sem mais nem menos. Assim, de uma hora pra outra. Para lhe ser sincera, foi num piscar de olhos. Quando dei por mim, já sentia sua ausência. Onde foi que se meteu? Eu lhe procurei tanto! Quer um chazinho? Faço num instante, venha... Mas como eu ia dizendo D. Libido, senti muito a sua falta. Passear pela Rua dos Prazeres sem a vossa companhia me parecia algo impossível. Algumas vezes tentei, mas tudo estava insosso e volta e meia me pegava perdida em lembranças dos nossos passeios por essas paragens. Açúcar ou adoçante? Tome devagar, está quente. Sim, pelo menos o chá, não é mesmo? Vou lhe contar uma coisa... tomei muito chá frio por aqui. Foi como um inverno ameno sem cobertores. O frio até que não era tanto, o que incomodava era não ter onde me enfiar por baixo. Cada noite sem cor, sem sabor, nem cheiro. Estava quase me acostumando. Pensava eu que se a senhora estivesse feliz em outros lugares, então que assim fosse. Ora, não fique assim! Não estou lhe acusando. Pegue um biscoitinho! Teve muitas aventuras por aí? Me conte algumas. Como aquela vez em que... mas ora, veja! Não precisa ficar vermelha, foi divertido! Deixe de charme, senhora, entre nós não há segredos! Estou achando-lhe mais animada. Esse tempo fora lhe fez um bem notável. Antes de ir, estava muito quieta. Isolada no teu canto. Achei até que tinham lhe feito algum mal, sabe? Fiquei preocupada. Confesso que achei que não a veria mais. Mas eis que quando não mais a procuro, me fazes essa bela surpresa! Mais chá?  Oh, estou tão animada agora que estás aqui! Temos muito o que por em dia... estou planejando alguns passeios pela Rua dos Prazeres. Vamos sozinhas mesmo, quem sabe no caminho encontramos quem nos queira acompanhar. Deve estar bonito por lá, mesmo com o vento frio que sopra agora. As folhas de outono ainda estão amareladas e ouvi dizer que essa frente fria não dura muito. Tomara mesmo, minha querida amiga, pois sinto falta do calor. Ora, vamos... deixe aí essa louça. Não precisa se incomodar com isso, a senhora tem mais o que fazer. Seja bem vinda de volta!


Ferida eterna...

20 de abr de 2011

Saiu sangue, doeu, esfolou... até que um dia, criou casca. 
Casca em cima de casca.
Sangra de novo quando você sente a unha penetrar a carne. 
Outra vez. Até que seque.
Até que encontre um alívio, um alento em forma de cicatriz nova.
Vai passar... 
Nem vai parecer que machucou.
Não...  unha inquieta, que afunda, arranca, expõe a carne viva...
não se contenta enquanto não descasca,
desnuda, arranca...
Sangra... mais uma vez, dói, esfola,seca.
Casca em cima de casca.
Demora mais a afundar-se a garra sorrateira, crispando, arranhando...
Casca grossa... casca que cede, perfurada.
E de novo sangra....


Medíocre, eu? Só fazendo uma média...

8 de abr de 2011




Insistir ou desistir? Fazer acontecer ou deixar rolar? Ir atrás ou esperar vir?  Saber a hora de parar e a de seguir em frente. Sonhos, lutas, realidade... O quão somos responsáveis pelo nosso destino? E esse tal destino? Existe mesmo ou é só uma invenção do inconsciente coletivo para nos fazer acreditar que um dia teremos aquilo que almejamos ou seremos aquilo que sonhamos?
                             Qualquer livro de auto-ajuda diria que “a mente faz a sua realidade” assim como “você é o que você come”. Até aí tudo bem, mas o enfoque mágico, a perfeição a todo custo, a geração de cobranças esbarra em um ponto crucial: NINGUÉM TEM DIREITO DE SER MEDÍOCRE.

                            Medíocre: adj. Que está entre o grande e o pequeno, o bom e o mau : obra medíocre.
                                         S.m. Aquele que é medíocre, aquele que não tem grande valor intelectual.

 

                               Se no próprio significado da palavra, já se diz que não é nem bom nem ruim e que não tem grande valor, a cultura de hoje em dia eleva isso à máxima potência. Dizer que alguém é medíocre pode ser entendido até como xingamento!

                               Só nos contentamos com adjetivos como: belo, perfeito, magnífico, estonteante, excepcional, excelente, espetacular, maravilhoso. E se é pra ser ruim que seja péssimo, horrível, degradante, repulsivo... medíocre nunca!

                               Pois bem, eu digo a plenos pulmões que sob alguns aspectos, sou um ser medíocre. E ando querendo me libertar da amarra que me faz achar isso ruim.

                               A começar pela minha altura. Não sou nem alta nem baixa, sou mediana. “Ah, mas pra mulher você é alta” ( olha o parâmetro, rs. Acho super engraçado o “pra mulher”... ). Não, não sou alta. Alta pra mim é quem tem mais de 1,70m e pra isso ainda me faltam alguns centímetros. Quesito altura: Carol medíocre ( façamos as pazes com o vocábulo bonitinho).

                             Família: filha do meio! Precisa nem dizer nada né? Rs...

                             Classificação vocal: mezzo soprano. Alguns graves, alguns agudos, mas nem vozeirão de cantora de MPB, nem hiperagudos de solista de ópera. PIMBA!

                             Palco: barzinho e banda de baile. Ou seja, nem anônima nem famosa. Meio de novo.

                             Corpitcho? Apesar de mulher sempre se achar mais gorda do que deveria estar ( eu não sou diferente), sendo bastante honesta, não posso dizer que sou magra e também não sou obesa. Normal. Média.

                               Se todo mundo parar pra pensar direitinho, em algum momento vai se encaixar nessa descrição. Ao menos em algum aspecto da personalidade. E aí? Como lidar com isso?

                                Não digo que ninguém deva lutar pra melhorar, pra atingir metas e objetivos e se aperfeiçoar. Apenas façamos as pazes com a palavrinha acima. Médio é médio... não ser bom não significa ser ruim. Nem que não pode melhorar, evoluir. E que não tem nada de errado também se continuar sendo medíocre, médio, normal. Ninguém  é e por mais que busque isso com todas as forças, nunca será perfeito.

                           Você tem talentos em uma área, é uma negação em outras... Pode ser linda e chata. Ou um gênio da matemática  sem nenhum gingado. Opostos? Sim... mas e se você tiver um “tiquim” de cada coisa? Um pouquinho  de cada habilidade sem ser excepcional e brilhante em nenhuma, tampouco extremamente ruim, péssimo? Qual o problema?

                            Por que tem que ser uma coisa ou outra? Decidir sempre entre dois pólos? O mundo é múltiplo, as questões da vida tem milhares de respostas e nem sempre essas respostas são simplesmente sim ou não. Sempre pode rolar um TALVEZ. Entre dois pólos pode haver uma linha reta, mas também muitas curvas. A opção do meio pode significar também EQUILÍBRIO. Sacou? ( piscadinha pra você)

                           Preto ou branco? Por que não misturar? Fica lindo... e é um clássico! Sol ou chuva? Ah, fala que não é lindo quando depois de uma chuva forte o céu se abre e o sol aparece formando um arco-íris enquanto ainda cai a garoa fina? Falando em coisa boa que fica no MEIO... é só pensar no dia que nascemos e no dia que fatalmente iremos embora... o caminho do meio é nada mais nada menos do que a VIDA! Aquela magia entre um pólo e outro que deve ser vivida assim... do jeitinho que você é!

                             

                             


25 de mar de 2011

 
Eu entrei...
Me esqueci de perguntar se podia. Li os sinais sem pensar que, de repente, não era bem aquilo que estava escrito.
Invadi! Todas as placas me apontaram essa direção, todas as flechas me levaram a esse caminho.
Então, fui, cega, tateando. Ora me jogando com força, ora pisando macio, com medo, em terreno novo.
E agora?
Agora os sinais me dizem outras coisas, não existem mais flechas
indicando o caminho, terei de achá-lo por mim mesma.
As placas mudaram a mensagem. Nem sei se posso lê-las. Ficaram lá atrás, no caminho que já não existe.
Mas os sinais, esses sim são infalíveis.
Passíveis de erros somos nós, que os interpretamos da maneira que melhor nos satisfaz os desejos.
Os sinais estão mais claros agora que me permiti entendê-los da maneira como vem.
Agora, se me dão licença, preciso ir ...  o caminho de volta é sempre mais longo quando temos que achar por onde seguir!

Carol Viana (16/02/2011)

Why?

3 de mar de 2011

                                Por quê? Por que está  tudo misturado aqui dentro? Um caleidoscópio de sons e imagens, lembranças e devaneios. Um mosaico de bocas e olhos. Um leque de cheiros e gostos ainda não desfrutados e bem conhecidos. Uma frase que costura dois momentos distintos, até guiar-se por um som que me leva até a outra margem.
                                O conhecido , o ausente, o que ainda virá, o que já passou, o que está passando. As ausências  confundindo-se entre si e chocando-se com presenças inesperadas e igualmente ausentes.
                            O intruso sem razão de ser, sem ciência da intromissão. O eterno sem saber ter  as terras invadidas, ignorante da perda de terreno. E a terra ressentida sem dar frutos . Terra de ninguém?

                                
                           
 

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