#ProntoFalei

11 de mai. de 2012

Pessoas, tá rolando um lance super quente entre os blogueiros de Ribeirão. Um programa que condensa tudo que nós blogueiros costumamos apresentar, os mais diversos assuntos e pautas. Inicialmente estará no YOUTUBE... Tá chegando o #ProntoFalei!!!!!

Quem quiser conferir um pouquinho do que vai rolar, só clicar no link abaixo:


O que ganhei da lua...

5 de mai. de 2012

Fui pedir um conselho à lua... e o que ela me disse me fechou. 
Vai ficar aqui guardado, D. Lua me pediu.
Ela vem só de vez em quando, toda cheia, clara e forte. 
Vai embora, mas sei que volta.


E se volta, sei que cobra, o conselho que me deu
Guarda aí dentro do peito
Cala ao vento as respostas
Seu vermelho incomoda, tudo aquilo que não é teu.

Me deixa aqui...

31 de mar. de 2012

Ah, me deixa aqui, vai...
Me deixa aqui na minha ilusão, se é assim que chamas...
Se está aqui dentro, é onde quero ficar...

Ah, o que está por dentro é tão mais real ...
Aqui dentro o que eu enxergo ninguém mais vê.
Não me negue a beleza que só consigo enxergar daqui.

Ah, me deixa aqui, vai...
Não quero sair.
Aqui dentro consigo ouvir o suspiro que ninguém mais ouve...

É aqui também que está o sorriso que ninguém mais vê...
A palavra que escuto com os olhos...
O toque que não tem medo da pele...
A mão que não tem garras...
O abraço que não tem medo de ser...

Ah, me deixa aqui, vai...

Ah...

28 de mar. de 2012





Ah, é tanta desesperança, tanto palpite...
É tanto querer que é julgado por fora do peito de onde vem...
É tanta maledicência, tanta conclusão, tanta perspicácia e certeza definitiva...
que não sei mais nonde me cabe em minha própria vida!


É tanta receita, é tanto clichê...
É tanto "faça como fiz" e "porque comigo foi assim"...
É tanto esquecimento de que eu não sou você e você não é eu...


Ah... não é fácil pulsar em vermelho perto de tudo que é cinza...
Não é fácil cantar em preto e branco enquanto o mundo ao redor quer o arco-íris saindo pelas suas oitavas... 
É tanto querer cor sem abrir as tintas e molhar o pincel...

E eu ali, saudosa... reticente,
Sentada ao pé da escada que um poeta me colocou...

Tentando e querendo ainda ser boneca e atingir uma só alma...
Tentando e querendo guardar um pouco das explosões no peito trancado...
Conter os ímpetos que jorram carmesins, incessantes ...
Querendo o alento que minha voz concede a outros ouvidos...

Mas é tanta rima incerta ...
É tanta desesperança, tanto palpite...
... não sei mais nonde me cabe em minha própria vida!


 ( dedico a Johnny Johicerviclarik, que encontra música nas minhas reticências )

                         










FEMININA - Mostra Fotográfica na Fnac Ribeirão Preto

2 de mar. de 2012

Que eu sou fã confessa da fotógrafa Fabíola Medeiros não é segredo pra ninguém. E nem é por ser uma amiga pessoal, doida, fofa e extremamente agradável e queridaaaaaaaaaaaaaaaaça que eu divulgo o trabalho dela. Dessa vez, ela se superou. Convite dela já vem com a tarja IRRECUSÁVEL. Só por esse fato eu nem me preocupo ou questiono ou sonho com o resultado, porque já sei que vem coisa no mínimo incrível das suas lentes.

E dessa vez não foi diferente. Ela conseguiu me transformar num ser quase etéreo... ninfa, fada, uma pin up dos bosques, Eva, Vênus de Milo, qualquer coisa assim. Doce, meiga, DELICADA.





Fico imaginando como será a abertura. Tantas fotos lindas, tantas mulheres de belezas diferentes reunidas. Só estando lá pra ver e confesso que estou ansiosíssima. É dia 07 de março às 20:00 horas. Vem comigo...

LUTO

25 de fev. de 2012



Era o acorde perfeito... a sintonia cadenciada pelo pulsar dos corações. Mesmo compasso em peitos diferentes. Alterando a dinâmica de acordo com a dança do desejo. Eram lábios ora famintos, ora suaves mordiscando-se em sabores doces.
Eram membros suados....eram braços e pernas e cabelos grudados. Eram olhos que se sorriam, que se buscavam, era o choro que se mesclava ao gemido e era seguido de um sorriso.
Eram frontes molhadas que se encostavam, eram peitos nus que se colavam em colapso e amansavam juntos silenciando em lábios grudados.
Eram dedos escorregando por cordas vivas...
Era mais de mim, era mais de nós...
Era sonho, era realidade, era expectativa, era intensidade, era gelo ou fogo, era denso... e jaz.
Foi... morreu...
Não é saudade, é luto...
Sim, é porque morreu que choro...

Se...

8 de dez. de 2011

Imagem: Google


Se hoje eu não me preocupo mais com você, deve ser porque em algum momento, percebi que você não se preocupava comigo.
Se hoje eu não te procuro mais, deve ser porque em algum momento, percebi que você não fazia isso se eu não fizesse.
Se hoje você não tem mais o meu aplauso, deve ser porque em algum momento, percebi que você não sabe aplaudir quando quem faz sucesso sou eu.
Se hoje não faço mais nada por você, deve ser porque em algum momento, percebi que você só estava perto enquanto precisava de algo.
Se hoje não lhe estendo mais a mão quando lhe vejo cair, deve ser porque em algum momento, tentei segurar na sua e ela estava ocupada demais para dar atenção ao meu tombo.
Se hoje você não tem mais os meus elogios, deve ser porque em algum momento, percebi que você é incapaz de admirar as minhas qualidades.
Se hoje não estou mais ao seu lado, deve ser porque em algum momento, percebi que a minha presença ou ausência não faziam a menor diferença.
E se hoje eu consigo enxergar tudo isso, deve ser porque em algum momento, percebi que ninguém pode dar aquilo que não tem.







 

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